domingo, 13 de fevereiro de 2011

Orgulho

Falar que Ronaldo foi o maior depois de Pelé é uma injustiça fenomenal, afinal, muitos jogadores passaram pelo futebol nesse período, fizeram muito e comparações não são interessantes. Mas há a certeza de que um dos maiores atacantes de todos os tempos acaba de se aposentar.
Ele fez uma carreira marcada por arrancadas, finalizações perfeitas e recomeços, não conheço história de outro jogador que mesmo com contusões tão graves continuou atuando em alto nível por muito tempo. Sua persistência em lutar por seus objetivos é comovente e dá orgulho para nós brasileiros.
2 vezes campeão mundial, 3 vezes melhor do mundo, mais de 400 gols na carreira, maior artilheiro das copas, etc. As marcas individuais de Ronaldo mostram o tamanho de sua contribuição para o futebol brasileiro e mundial. Ouso dizer que muitos começaram a gostar do esporte ao vê-lo jogar, não acredito de que quem não se importava com futebol continuou assim após ver aquele gol que ele fez contra o Compostela, por exemplo, aquele que ele arrancou de antes do meio de campo pra fazer um golaço.
Mas como todo mortal, Ronaldo teve problemas e tomou decisões erradas. Muitos lembram da Copa de 98 que é um mistério até hoje, do fatídico caso dos travestis no Rio de Janeiro, mas seu maior problema foi não saber a hora de parar. Quem não o viu no seu auge deveria achar que era um perna de pau, afinal, o que ultimamente estava fazendo no Corinthians era digno de pena. Gordo, sem mobilidade e em nada lembrava o fenômeno. Ele deveria ter parado no fim de 2009, se o fizesse seria um final de carreira perfeito após mais um recomeço fenomenal. Campeão paulista e da Copa do Brasil fazendo gols importantes. Ele não quis e jogou mais 2 anos em que apenas colecionou fracassos. Mas mesmo assim, isso não apagou tudo aquilo que fez durante sua carreira brilhante.
Tirando seu problema no cabeceio, Ronaldo foi um atacante perfeito. Sua trajetória e história de vida emociona todos. Ele sem dúvida será lembrado por muito tempo, graças a Deus tive o privilégio de acompanhar sua carreira e poderei falar para meus netos: "Eu vivi na época do fênomeno e tenho orgulho disso".

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