
E começou a valer os novos direitos de transmissão no Brasil. A maioria dos clubes conseguiu dobrar o valor recebido e, consequentemente, o dinheiro em caixa, mas o abismo entre o que recebe os times me deixa preocupado. Será que o campeonato brasileiro continuará a ser o mais equilibrado do mundo mesmo com essa diferença toda? Acho difícil.
No Brasil cada time negociou com a TV Globo individualmente e foi levado em consideração o tamanho da torcida. De maneira mais simples: Quem tem maior torcida recebe mais. Flamengo e Corinthians, obviamente, tiveram uma vantagem sobre os concorrentes e ficaram no grupo 1 e receberão a bagatela de R$ 84 Milhões cada. Palmeiras, São Paulo, Vasco e Santos, ficaram logo atrás no grupo 2 e receberão R$ 75 milhões cada. Fluminense, Cruzeiro, Atlético Mg, Internacional, Grêmio e Botafogo, ficaram no grupo 3 e receberão R$ 55 Milhões cada. Bahia, Atlético-PR, Portuguesa, Sport, Guarani, Goiás e Vitória estão no grupo 4 e receberão R$ 29 Milhões cada.
O modelo de negociação dos direitos de transmissão brasileiro é igual ao que é exercido na Espanha. Por lá Real Madrid e Barcelona recebem a maior quantia dos direitos. Pra se ter uma ideia, na temporada 2009/2010 cada um recebeu R$ 324 Milhões e os times que vieram logo atrás, Atlético de Madrid e Valência, “apenas” R$ 97 Milhões. Não é sem motivo que o campeonato Espanhol é um dos mais previsíveis do mundo, Barça e Real disputam o título e o resto luta do 3º lugar para baixo.
Por aqui a diferença de valores não é tão absurda, mas existe. Um time como o Internacional ter uma diferença de R$ 29 Milhões para o grupo 1 me parece injusta. E olha que nem estou falando do grupo 4 onde a diferença é muito maior.
Mesmo sendo flamenguista me preocupo com esta questão, afinal, ganhar de times mais fracos não tem a mínima graça. Equilíbrio faz bem ao esporte e aqueles que não se importam com isso não sabem o mal que isto pode causar ao bom futebol.
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